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04.05.2014
Domingo III da Páscoa   -   Ano A

«Conheceram-n’O ao partir o pão»

Tal como na aparição aos discípulos de Emaús, em cada celebração eucarística Jesus está connosco, explica-nos as Escrituras e faz-nos ver o que nelas se refere a Ele, preside à fracção do pão, que é a Eucaristia, e nela Se nos dá a conhecer e nos enche de alegria pascal. Na verdade, a viagem de Jesus com os dois discípulos, estrada abaixo a caminho de Emaús, é como uma verdadeira Missa ambulante, modelo de todas as celebrações eucarísticas.

51° Dia >Mundial de Oranção pelas Vocações

VOCAÇÕES, TESTEMUNHO DA VERDADE   

Amados irmãos e irmãs!

1. Narra o Evangelho que “Jesus percorria as cidades e as aldeias (...). Contemplando a multidão, encheu-Se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor. Disse, então, aos seus discípulos: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe”” (Mt 9, 35-38). Estas palavras causam-nos surpresa, porque todos sabemos que, primeiro, é preciso lavrar, semear e cultivar, para depois, no tempo devido, se poder ceifar uma messe grande. Jesus, ao invés, afirma que “a messe é grande”. Quem trabalhou para que houvesse tal resultado? A resposta é uma só: Deus. Evidentemente, o campo de que fala Jesus é a humanidade, somos nós. E a acção eficaz, que é causa de “muito fruto”, deve-se à graça de Deus, à comunhão com Ele (cf. Jo 15, 5). Assim a oração, que Jesus pede à Igreja, relaciona-se com o pedido de aumentar o número daqueles que estão ao serviço do seu Reino. (…).

2. Muitas vezes rezámos estas palavras do Salmista: “O Senhor é Deus; Ele nos criou. A Ele pertencemos, somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho” (Sal 100/99, 3). Nós somos “domínio” de Deus, não no sentido duma posse que torna escravos, mas dum vínculo forte que nos une a Deus e entre nós, segundo um pacto de aliança que permanece para sempre, “porque o seu amor é eterno!” (Sal 136/135, 1). (…) Tudo provém d’Ele e é dádiva sua: o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro, mas - tranquiliza-nos o Apóstolo - “vós sois de Cristo e Cristo é de Deus” (1 Cor 3, 23). Aqui temos explicada a modalidade de pertença a Deus: através da relação única e pessoal com Jesus, que o Batismo nos conferiu desde o início do nosso renascimento para a vida nova. (…)

3. Também hoje Jesus vive e caminha nas nossas realidades da vida ordinária, para Se aproximar de todos, a começar pelos últimos, e nos curar das nossas enfermidades e doenças. Dirijo-me agora àqueles que estão dispostos justamente a pôr-se à escuta da voz de Cristo, que ressoa na Igreja, para compreenderem qual possa ser a sua vocação. Convido-vos a ouvir e seguir Jesus, a deixar-vos transformar interiormente pelas suas palavras que “são espírito e são vida” (Jo 6, 63). Maria, Mãe de Jesus e nossa, repete também a nós: “Fazei o que Ele vos disser!” (Jo 2, 5). Far-vos-á bem participar, confiadamente, num caminho comunitário que saiba despertar em vós e ao vosso redor as melhores energias. A vocação é um fruto que amadurece no terreno bem cultivado do amor uns aos outros que se faz serviço recíproco, no contexto duma vida eclesial autêntica. Nenhuma vocação nasce por si, nem vive para si. A vocação brota do coração de Deus e germina na terra boa do povo fiel, na experiência do amor fraterno. Porventura não disse Jesus que “por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13, 35)?

4. Amados irmãos e irmãs, viver esta “medida alta da vida cristã ordinária” (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31) significa, por vezes, ir contra a corrente e implica encontrar também obstáculos, fora e dentro de nós. O próprio Jesus nos adverte: muitas vezes a boa semente da Palavra de Deus é roubada pelo Maligno, bloqueada pelas tribulações, sufocada por preocupações e seduções mundanas (cf. Mt 13, 19-22). Todas estas dificuldades poder-nos-iam desanimar, fazendo-nos optar por caminhos aparentemente mais cómodos. Mas a verdadeira alegria dos chamados consiste em crer e experimentar que o Senhor é fiel e, com Ele, podemos caminhar, ser discípulos e testemunhas do amor de Deus, abrir o coração a grandes ideais, a coisas grandes. “Nós, cristãos, não somos escolhidos pelo Senhor para coisas pequenas; ide sempre mais além, rumo às coisas grandes. Jogai a vida por grandes ideais!” (Homilia na Missa para os crismandos, 28 de Abril de 2013). A vós, Bispos, sacerdotes, religiosos, comunidades e famílias cristãs, peço que orienteis a pastoral vocacional nesta direcção, acompanhando os jovens por percursos de santidade que, sendo pessoais, “exigem uma verdadeira e própria pedagogia da santidade, capaz de se adaptar ao ritmo dos indivíduos; deverá integrar as riquezas da proposta lançada a todos com as formas tradicionais de ajuda pessoal e de grupo e as formas mais recentes oferecidas pelas associações e movimentos reconhecidos pela Igreja” (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31).

Disponhamos, pois, o nosso coração para que seja “boa terra” a fim de ouvir, acolher e viver a Palavra e, assim, dar fruto. Quanto mais soubermos unir-nos a Jesus pela oração, a Sagrada Escritura, a Eucaristia, os Sacramentos celebrados e vividos na Igreja, pela fraternidade vivida, tanto mais há-de crescer em nós a alegria de colaborar com Deus no serviço do Reino de misericórdia e verdade, de justiça e paz. E a colheita será grande, proporcional à graça que tivermos sabido, com docilidade, acolher em nós. Com estes votos e pedindo-vos que rezeis por mim, de coração concedo a todos a minha Bênção Apostólica.

Papa Francisco

ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

Pai Santo, que a todos nos chamas:
das casas e das famílias,
das escolas e das paróquias,
dos movimentos e dos grupos,
para sermos um só corpo em Jesus Cristo
e vivermos segundo o Espírito da verdade;
faz de nós autênticos discípulos,
no Matrimónio, no Sacerdócio,
na Vida Consagrada,
na missão e no serviço,
ao encontro do outro
para unificar a nossa existência
e testemunhar a alegria
e a beleza do Evangelho.
Ámen.

“Barco sem rumo não sabe o que é vento favorável”. Quando não se sabe para onde se vai, quando não se sabe o que se quer, anda-se à deriva e não se sabe o vento que ajuda nem o que desajuda. Tanta gente perdida e enganada porque vai com a moda, ao sabor do vento! E bastava ter um bom objectivo!...

Vasco P. Magalhães, sj

Renúncia Quaresmal

Bamberg                      -                    172.68 €
Miltenberg                    -                      41.31 €
Nürnberg                     -                    130.02 €
Schwarzenbach         -                    125.25 €
Outros                         -                       30.74 €

Total                                                  500.00 €

Muito obrigado a quantos, generosamente, se quiseram associar a esta causa contribuindo com o resultado da sua vivência quaresmal.
O montante auferido será enviado para o mesmo destino da nossa Campanha de Natal: Vítimas do tufão nas Filipinas.

Mês de Maio: Mês de Maria, mês das Mães, Primavera, Alegria.
Porque não fazer o propósito de em cada dia deste mês procurar fazer alguém feliz?
Um gesto, um pensamento, uma Avé-Maria...

Era necessário que o heróico se tornasse quotidiano e o quotidiano heróico -

S. João Paulo II

Peregrinação: dia 18 de Maio. Ainda há lugares livres no Autocarro.