09.11.2014 Domingo XXXII Tempo Comum - Ano AFesta da Dedicação da Basílica de S. João de LatrãoSomos templo de Deus A Igreja celebra hoje a Dedicação da Basílica de S. João de Latrão, em Roma. Sede dos Papas durante 16 séculos, ela é a mãe de todas as Igrejas e continua a ser a Igreja própria do Bispo de Roma. Celebrar esta festa é celebrar a unidade de toda a Igreja. Tal como celebrar a Dedicação da nossa catedral é celebrar a unidade da Igreja diocesana. Mas é sobretudo olhar com respeito para este e para todos os templos, presença de Deus. E é também olhar para cada pessoa, casa onde Deus habita, com o mesmo respeito e dignidade. “Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”, pergunta São Paulo na 2ª leitura. Semana dos Seminários: Servidores da Alegria do Evangelho De 9 a 16 deste mês, portanto na próxima semana, celebra-se a Semana dos Seminários. Não são os edifícios que estão em foco mas sim quem os habita: seminaristas e seus formadores. No centro da nossa oração estão aqueles se dispõem a caminhar desta forma para descobrirem a sua vocação. Todos são chamados. Cada qual ao seu modo de vida e da sua realização como pessoa. Por isso estamos todos nesta semana, estamos todos nesta oração. Por isso a pergunta: E porque não? Se sentes dentro de ti um pedacinho de Deus, o desejo de mudar lentamente o mundo, e se gostarias de discernir com mais qualidade sobre qual a tua verdadeira qualidade, de conhecer melhor o Seminário e de conviver com jovens da tua idade que partilham a mesma pergunta (Porque não ser sacerdote?), fala com o teu pároco e inscreve-te nos encontros do Pré-Seminário. À pergunta: «O que é a alegria da vocação?», responderam assim alguns seminaristas dos seminários de Braga: «A alegria da vocação brota da felicidade que se obtém ao responder a um chamamento para se colocar ao serviço de Deus e do próximo.» Miguel Neto: Dume / Braga / 2º «Caminho de resposta ao chamamento de Deus nas encruzilhadas do mundo.» Carlos Leme: Gagos / Celorico de Basto / 3º «Vocação: verdadeiro encontro com Cristo tornando-nos instrumentos nas Suas mãos.» Miguel Rodrigues: Nogueira / Braga / 1º «A alegria da vocação: reconhecimento da beleza vital, procura d’Aquele que nos chama a amar.» Moisés Pereira: Caxinas / Póvoa de Varzim-Vila do Conde / 4º «A alegria da vocação é a mesma alegria d’Aquele que se entregou por aqueles que se entregaram a Ele.» Paulo Jorge Gomes: Silva / Barcelos / 5º «A alegria reside em todos nós, mas a vocação contém em si uma alegria plena, aperfeiçoada por Deus que nos chama.» Márcio de Castro: Pretória / África do Sul / 3º «A felicidade não está longe de ti. Está na resposta ao chamamento de Deus que ecoa no teu coração.» Fernando Carneiro: Guilhofrei / Vieira do Minho: 3º «A alegria da vocação brota do testemunho, da doação e da intimidade com Deus.» Bruno Barbosa: S. Tiago de Poiares / Ponte de Lima / 5º «A alegria da vocação está no dar-se totalmente ao outro reconhecendo nele a imagem e a semelhança de Deus.» Fernando Torres: Guardizela /Guimarães-Vizela / 5º «A alegria da vocação é sentir-se pessoalmente amado por Deus.» Fábio André Silva: Ronfe / Guimarães-Vizela / 3º «A alegria da vocação está em acolher o chamamento e responder na liberdade e generosidade de quem é chamado.» Pedro Sousa: Ronfe / Guimarães-Vizela: 2º «A alegria da vocação reside no silêncio do amor fecundo ouvir a voz de Deus que, no coração de cada ser humano, encontra terra fértil para germinar.» Rui Filipe: Airão Santa Maria / Guimarães-Vizela / 4º «A vocação é uma história de amor e provação na alegria do anúncio de Cristo.» Vítor Hugo: Balança / Terras de Bouro / 3º «Alegre-se aquele que já descobriu a sua vocação, pois será instrumento de Deus para levar a alegria aos outros.» Daniel Rodrigues: Carrazedo / Amares / 1º «A vocação é sempre felicidade se tivermos investido nos outros um pouco de alegria, testemunho e luz.» Ângelo Machado: Póvoa de Lanhoso – Nossa Sr.ª do Amparo / 2º «Sinto alegria na minha vocação por ser barro nas mãos de Deus.» Paulo Pereira: Covide / Terras de Bouro / 1º «A vocação, mais do que uma resposta, é uma entrega em busca da verdadeira felicidade.» Luís Martins: S. Tiago de Poiares / Ponte de Lima / 3º «A alegria é a verdadeira expressão do chamamento de Deus.» João Pereira: Valença / Valença / 3º «A alegria de viver é a irmã gémea do Amor sentido nos trilhos percorridos para responder ao desafio da vocação rumo à felicidade.» Leonel Cunha: Caires / Amares / 4º «A alegria é a paisagem exterior e interior da vocação.» Rúben Cruz: Argivai / Vila do Conde-Póvoa de Varzim / 5º ORAÇÃO SEMANA DOS SEMINÁRIOSSenhor, nosso Deus, nós Vos bendizemos, porque nos chamastes a ser cristãos e discípulos de Jesus Cristo, o único Mestre. Nós Vos damos graças pelos pastores, que nos conduzem às fontes da Palavra, ao banquete da Eucaristia e aos caminhos da Reconciliação. Nós Vos pedimos pela Igreja, para que, testemunhando a alegria do Evangelho, gere no seu seio santas vocações sacerdotais. Por intercessão de Maria, nós vos pedimos pelos nossos Seminários, escola de cristãos, discípulos e pastores: servidores da alegria do Evangelho. Ámen. Santos! De todos os tempos, de todas as idades! “Estar sempre com Jesus: este é o meu plano de vida”. Com estas poucas palavras, Carlo Acutis (1991-2006), o adoles-cente italiano que morreu de leucemia aos 15 anos de idade e que hoje é Servo de Deus, define a “marca registada” de sua curta vida, focada decidida-mente na amizade com Jesus. Carlo Acutis era um jovem como os outros do nosso tempo: moderno, alegre, especialista em computadores. Cheio de vida, ele era também cheio de fé e tinha uma inteligência acima da média. Sua história tem despertado uma admiração profunda entre a juventude. Graças à internet, a história de Carlo espalhou-se mundo fora. O que o fez viver com alegria até o fim foi o relacionamento com Cristo Eucaristia, do qual ele se nutriu todos os dias, e a adoração eucarística, à qual ele dedicava longo tempo. Devoto, mas nunca fanático, ele recebeu a primeira comunhão aos 7 anos de idade, com autorização especial. Hoje, graças à exposição virtual sobre os milagres eucarísticos, criada por iniciativa dele (visite em www.miracolieucaristici.org), a sua herança espiritual está presente no mundo todo: das Filipinas a Cabo Verde, do Brasil à China. No início de outubro de 2006, Carlo manifestou os sintomas de leucemia fulminante. A morte veio rápido, no dia 12 de outubro. “Carlo entendeu o que estava a acontecer e ofereceu seus sofrimentos pela Igreja e pelo papa”, conta Francesca Consolini, postuladora da causa de beatificação. “No hospital, ele se preocupava com os pais, agradecia aos enfermeiros e médicos. Ele viveu também a morte com plenitude, como tinha vivido a vida. ‘Viver bem o hoje, olhando para o essencial’: eu acho que esta é a mensagem mais forte que ele nos deixou” (Credere, 30 de junho de 2013). “Perto da nossa casa havia um sem-teto. Carlo sempre lhe levava comida. Uma vez, deu um saco de dormir a um idoso que dormia numa caixa de papelão. Ele doava as suas mesadas aos frades capuchinhos. Ele era muito austero”, conta a mãe. “Uma vez, não gostou nada que eu tivesse comprado um par de sapatos que ele achou supérfluo. Ele treinava a força de vontade. E dizia que ‘o problema é motivar a vontade. A única coisa que nós temos que pedir a Deus na oração é a vontade de ser santos’”. “Eu estou feliz por morrer”, escreveu Carlo, “porque vivi a minha vida sem perder nenhum minuto em coisas que não agradam a Deus”. Ofereceu a sua vida pela Igreja e pelo Papa!
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