13.04.2014 Domingo de Ramos da Paixão do Senhor - Ano A
MISTÉRIO DA FÉ EUCARISTIA: ADORAÇÃO«A presença eucarística de Cristo começa no momento da consagração e dura enquanto as espécies eucarísticas subsistirem» (Catecismo da Igreja Católica, 1377). A Igreja Católica proclama que Jesus Cristo continua sempre presente nos dons consagrados. Por isso, é, não só válida como salutar, a prática da adoração, dentro e fora da celebração eucarística. Na quinta feira desta semana – Quinta-feira Santa – celebramos este mistério que o Senhor nos deixou. «Fazei isto em memória de Mim» - nos pediu. Como estamos a satisfazer o Seu pedido? Que importância Lhe estamos a dar: a Jesus que nos pediu e ao pedido que Ele nos fez? Fazemos e ensinamos a fazer uma visita ao Santíssimo quando passamos por alguma igreja? Ou entramos como quem passa no mercado, ou visitamos todos os ‘inquilinos’ e ao ‘Patrão’ simplesmente ignoramos?... O nosso pior inimigoO nosso pior inimigo é a aquele que cada um de nós leva dentro de si: o egoísmo, a ganância, a inveja, a violência, a voz enganadora que me leva a pensar nos meus direitos e esquecer os meus deveres, o desespero. Perceber que isto é assim mesmo é o ponto de partida para vencer este terrível inimigo. Vasco P. Magalhães, sj Como está tua alma de saúde?A Semana Santa - chamada popularmente Semana Maior - é um tempo privilegiado para buscar mais momentos de oração, para contemplar o Senhor na adoração, para ler a Bíblia e saborear a Palavra de Deus. Tempo para meditar sobre a própria vida. Tempo para descobrir Deus na nossa vida, no silêncio, no escondido. Tempo para voltar o nosso olhar para o próprio coração. Tempo para contemplarmos Deus-Amor que em Jesus Cristo se oferece como vítima pelos nossos pecados. Ele resgata-nos da nossa dívida contraída pelo pecado. Entrega-se a Si mesmo em nossa vez. Quanto tempo aplicamos na oração diária, na meditação, na contemplação deste Mistério de Amor? Quanto espaço da nossa vida é ocupado, é disponibilizado, é preenchido na companhia de Jesus Cristo? Como é difícil desconectar, deixar as coisas um pouco de lado, parar e fazer silêncio! Estamos sempre com pressa, procurando sem encontrar, sem tempo para assimilar todas as experiências que temos. Na vida, buscamos satisfazer os sentidos, as necessidades, à medida em que vão surgindo. Se temos fome, comemos; se temos sede, bebemos; se precisamos de alguma coisa, compramos. Achamos que satisfazer os desejos é o caminho da verdadeira felicidade. Como nos equivocamos! Um desejo satisfeito abre a porta para outro desejo. Maior ou diferente. E assim vamos, em um círculo interminável. Saber renunciar nos torna mais livres e, portanto, mais capazes de ser felizes. Sempre que Deus nos pede uma renúncia, ela adquire um sentido muito verdadeiro. Ele nos convida a preencher nosso coração com o seu amor, com a sua vida. Mas é claro que isso dói. O homem de hoje perdeu a imagem positiva da renúncia, que parece já não ter valor para ele. Não gostamos de sofrer a escassez, queremos tudo para “agora”, achamos que precisamos de muitas coisas. Então, já saciados, nosso amor se empobrece e nossa personalidade se enfraquece. Estamos acostumados a ter tudo facilmente. Nesta sociedade do bem-estar, nós nos habituamos rapidamente às coisas boas. O aburguesamento da alma é paulatino, lento, mas crescente. A alma vai perdendo força, ímpeto, e adormece. Vai se enfraquecendo quase sem percebermos. A chama da almaEra uma vez um rei, muito poderoso e muito rico. Tinha a fama de ser muito generoso e desapegado da riqueza. De uma forma bastante estranha, quanto mais ele doava ao seu povo, auxiliando-o, mais os cofres do seu fabuloso palácio se enchiam. Um dia, um sábio que estava a passar por muitas dificuldades, procurou o rei. Ele queria descobrir qual era o segredo daquele monarca. Como sábio, ele pensava e não conseguia entender como é que o rei, que vivia rodeado de luxo e riquezas, podia não se contaminar com tantas coisas materiais. Afinal, ele, como sábio, havia renunciado a todos os bens da terra, vivia meditando e estudando e, contudo, se reconhecia com muitas dificuldades na alma. Sentia-se em tormenta. E o rei era virtuoso e amado por todos. Ao chegar em frente ao rei, perguntou-lhe qual era o segredo de viver daquela forma e ele lhe respondeu: “Acenda uma lamparina e passe por todas as dependências do palácio e você descobrirá qual é o meu segredo.” Porém, há uma condição: se você deixar que a chama da lamparina se apague, cairá morto no mesmo instante. O sábio pegou uma lamparina acesa e começou a visitar todas as salas do palácio. Duas horas depois voltou à presença do rei, que lhe perguntou: “Você conseguiu ver todas as minhas riquezas?” O sábio, que ainda estava tremendo da experiência porque temia perder a vida se a chama se apagasse, respondeu: “Majestade, eu não vi absolutamente nada. Estava tão preocupado em manter acesa a chama da lamparina que só fui passando pelas salas e não notei nada.” Com o olhar cheio de misericórdia, o rei contou o seu segredo: “Pois é assim que eu vivo. Tenho toda minha atenção voltada para manter acesa a chama da minha alma que, embora tenha tantas riquezas, elas não me afetam. Tenho a consciência de que sou eu que preciso iluminar meu mundo com minha presença e não o contrário.” Comemorando os 50 Anos da Emigração Portuguesa para AlemanhaHóspedes (“Gastarbeiter”) que vieram para ficar... emigrantes para toda a vida!A Alemanha, que “acolhia”, e os próprios imigrantes estavam de acordo pelo menos num ponto: que a imigração seria um fenómeno passageiro, provisório. Meia dúzia de anos, se tanto. O suficiente para juntar dinheiro para uma casa em Portugal, pensavam muitos. O mecessário para dar tempo à indústria de optimizar (automatizar) as suas cadeias de produção, planeava a política alemã. Mas, não! de ano para ano o provisório tornou-se definitivo. Os sonhos da primeira hora revelaram-se difíceis de concretizar. E a primeira crise da economia alemã veio mostrar que a Alemanha como potência económica também tinha os seus limites. A partir de 1973 só entrava quem já tivesse aqui família. E quem regressasse perdia os direitos adquiridos. Muitos emigrantes, com grande sentido de realismo, perceberam que era o momento de optar. E o sonho do regresso passou a ser adiado para a idade da reforma... A partir de 1973, Portugal era cada vez mais o país de férias, observado sempre com olhos de quem compara. A emigração (viver fora de Portugal)/imigração (na Alemanha) foi interiorizada como destino ou como condição. Começou a criar-se a “cultura do emigrante”: muito folclore, os “centros” e associações, o futebol, as missões, as cantigas da “saudade” dos emigrantes, as férias... Nasceu um novo “tipo”, uma nova maneira de se ser português: o “emigrante”. Para alguns, um “mal menor”, sem alternativa. Para a maioria, uma “sorte”, uma “chance”, uma “abertura” ao mundo que, sem a emigração, nunca teria acontecido. Só o 25 de Abril, que permitiu a entrada de Portugal na Comunidade Europeia (1986) e, poucos anos mais tarde, a livre circulação de trabalhadores, veio abrir novas perspectivas: a emigração como opção, como liberdade, como cidadania europeia. Temos hoje direitos que nos permitem viver aqui o nosso presente, sem “adiar” a vida. Podemos estabelecer-nos, criar empresas, podemos votar aqui (nas autarquias), podemos empenhar-nos nas instituições políticas e sindicais, podemos mesmo adquirir a nacionalidade alemã sem perder a portuguesa.... E, no entanto, a participação nesta sociedade (que alguns designam por integração) continua a ser desafio. Não podemos colocar-nos de lado ou à margem. Somos cidadãos de uma sociedade intercultural. Hoje, 50 anos depois, a crise em Portugal obriga de novo a sair, a emigrar um pouco para todas as paragens. Também à Alemanha está a chegar gente “nova”. Nova página para uma história da emigração portuguesa na Alemanha. Novos desafios. Vale a pena celebrar o acontecimento que está na origem de toda esta história: o Acordo Luso Alemão para a angariação de mão-de-obra de 1964. Foi o começo de uma história que, provavelmente, não vai encerrar tão depressa. 50 anos depois, vale a pena comemorar e celebrar! No Domingo 27 de Abril - Domingo da Misericórdia - serão proclamados Santos os Papas João XXIII e João Paulo IIAvisos importantesO Consulado de Estugarda informa que, a partir do dia 2 de Maio, o atendimento ao público, no Consulado, será feito mediante marcação prévia. Assim, os utentes devem solicitar, quer pelo tel. 0711-227396 (entre as 8h30 e as 13h30), quer pelo envio de mail para: mail@cgstg.dgaccp.pt, a marcação de uma data para o atendimento. Sem esta não será possível o atendimento, excepto em situações consideradas de emergência, nomeadamente a perda de documentos pessoais, óbitos e repatriações. As chamadas ‘presenças consulares’ continuam a realizar-se. Também para estas é necessária a marcação prévia no Consulado. A nossa, que tem lugar nas instalações da Missão em Nürnberg, acontece nas primeiras terças feiras de cada mês. O Consulado chama ainda a atenção para os cursos de Português. Que os pais não deixem de dar este tesouro aos seus filhos. Inscrevam os vossos filhos. As inscrições para o ano lectivo 2014-15 já estão abertas. As taxas de inscrição variam entre os 20€ e 100€. Informe-se.
|