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27.04.2014
Domingo da Misericórdia   -   Ano A

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A Ressurreição do Senhor

Toda esta semana foi como um só dia, nela se prolongou o domingo da Páscoa da Ressurreição. A celebração deste domingo, como a do dia de Páscoa, tem algumas características particulares: a possibilidade de se proclamar a sequência ‘Victimae paschali laudes’, antes da proclamação do Evangelho; a “comemoração” (memento) própria do dia de Páscoa na oração eucarística, a bênção solene desse dia e o duplo aleluia que se acrescenta à fórmula de despedida da missa.

O evangelho deste domingo (S. João), diz-nos que a primeira comunidade cristã estava reunida no dia da ressurreição, no primeiro dia da semana, que depois passou a chamar-se domingo (dia do Senhor), e também oito dias depois. A partir deste momento, seguindo o ritmo marcado pelas aparições de Jesus Ressuscitado, os cristãos começaram a reunir-se no primeiro dia da semana para celebrar a Páscoa de Cristo. Prosseguindo este ritmo, todos os domingos também nos reunimos para encontrarmos o Senhor que se torna presente na assembleia reunida (Mt 18, 20: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles”), na sua Palavra proclamada e, especialmente, no pão e no vinho transformados no seu Corpo e no seu Sangue. Como acontecia com os discípulos, sentir a presença do Senhor, inunda-nos de alegria (“os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor”), sustenta a nossa fé (“não sejas incrédulo, mas crente”) e dá-nos esperança na plenitude da vida (“para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome”).

Dois Santos para a Humanidade

Neste Domingo Roma está em festa. Será a canonização de dois Papas. João XXIII, o impulsionador do Concílio Vaticano II e João Paulo II o Papa peregrino, atraem à Cidade Eterna largas centenas de milhares de peregrinos.

Os beatos João XXIII e João Paulo II serão, a partir deste domingo 27 de Abril, santos da Igreja Católica, elevados assim à veneração dos fieis.

“A canonização é uma graça de Deus, que o Senhor nos faz mostrando-nos como modelos de vida cristã dois homens de fé. Vamos percorrer este caminho, caminho de uma espiritualidade mais intensa. Este é o sentido com o qual nos preparamos para este evento.”

Angelo Roncalli e Karol Wojtyla – João XXIII e João Paulo II, dois santos do nosso tempo que comungaram e partilharam a vida de muitos de nós e de alguns presencialmente na proximidade.

O Cardeal Loris Capovilla, secretário particular do Papa João XXIII afirmou que o Papa Roncalli lhe deu sempre uma grande lição de humildade e afirmou mesmo que este novo santo era a imagem da bondade.

O arcebispo Piero Marini, Mestre Cerimónias durante o pontificado do Papa polaco afirma deste: “Acreditava naquilo que fazia! Quando rezava, rezava porque acreditava na sua oração. Não tinha temor de rezar em público, de fazer gestos que, talvez, outros teriam um pouco de dificuldade. Era um homem autêntico, que tinha os seus momentos de intimidade, de encontro com Deus. Esta era a sensação que me dava que ainda hoje me edifica pensando nestes momentos de oração que começavam já na sacristia. Uma oração que era pessoal, mas também simples e próxima de cada um de nós, como por vezes a oração do terço, ou durante uma viagem mandava parar o automóvel para celebrar a liturgia das horas... Era um homem que verdadeiramente dava à oração o primeiro lugar!”

Neste Domingo, dia 27 de Abril, o Papa Francisco em nome da Igreja, dará dois santos para a humanidade. Dois Papas que na sua vida e nas suas obras testemunharam o amor de Deus e a presença viva de Jesus no meio de nós.

Curiosidade:

Dos 266 Papas da história da Igreja, 83 (contando com os dois deste Domingo) foram declarados Santos, 9 beatificados, 2 declarados Veneráveis e outros tantos declarados Servos de Deus.

Os 35 primeiros Papas foram todos canonizados, não o foi o 36º, voltando a serem canonizados do 37º ao 58º ininterruptamente. Depois foram variando muitos na ordem de sucessão.

O santo não nasce, faz-se

É bem certo que se trata de um objectivo elevado e árduo. Mas não se esqueçam de que o santo não nasce: forja-se no jogo contínuo da graça divina e da correspondência humana. Um dos escritores cristãos dos primeiros séculos adverte, referindo-se à união com Deus: Tudo o que se desenvolve começa por ser pequeno. Ao alimentar-se gradualmente, com constantes progressos, é que chega a ser grande. Por isso te digo que, se quiseres portar-te como um cristão coerente - sei que estás disposto a isso, embora te custe tantas vezes vencer-te ou puxar por esse pobre corpo - deves ter muito cuidado com os mais pequenos pormenores, porque a santidade que Nosso Senhor te exige atinge-se realizando com amor de Deus o trabalho e as obrigações de cada dia, que se compõem quase sempre de pequenas realidades.

Amigos de Deus, 7

Cristo ressuscitado é a vitória de Deus sobre o mundo.

A Sua Ressurreição da morte é o grito que Ele quer fazer ouvir no ânimo de cada um de nós: a positividade do ser das coisas, aquela razoabilidade última pela qual aquilo que nasce não nasce para ser destruído.

“Tudo isto está garantido, sou eu que to garanto. Eu ressuscitei para te tornar certo que tudo o que há em ti e contigo nasceu não perecerá”

Luigi Giussani

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Da Palavra…

Sem O terdes visto, vós O amais;
sem O ver ainda, acreditais n’Ele.
E isto é para vós fonte de uma
alegria inefável e gloriosa,
porque conseguis o fim da vossa
fé, a salvação das vossas almas.

«A paz esteja convosco.
Assim como o Pai Me enviou,
também Eu vos envio a vós».