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09.02.2014
V Domingo do Tempo Comum   -   Ano A

«Reparte o teu pão com o faminto, dá pousada aos pobres sem abrigo,
leva roupa ao que não tem que vestir e não voltes as costas ao teu semelhante.
Então a tua luz despontará como a aurora e as tuas feridas não tardarão a sarar.

Ditoso o homem que se compadece e empresta
e dispõe das suas coisas com justiça.
Este jamais será abalado;
o justo deixará memória eterna.
Ele não receia más notícias:
seu coração está firme, confiado no Senhor.

Quando fui ter convosco, irmãos,
não me apresentei com sublimidade de linguagem
ou de sabedoria a anunciar-vos o mistério de Deus.
Pensei que, entre vós, não devia saber nada
senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado.

«Vós sois o sal da terra. Mas se ele perder a força, com que há-de salgar-se?
Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo.
Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte;
nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire,
mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa.

Canto Litúrgico: Cantar a Fé

Cremos que já não se torna necessário esclarecer ou convencer de que o canto é parte integrante da liturgia, que a música evidencia na celebração o carácter festivo que lhe é próprio.

O que está, frequentemente, em questão é a qualidade dos cânticos que se usam nas celebrações quer do ponto de vista do texto, quer da música, quer da sua perspectiva litúrgica. Alguns se ficam pela sua condição de reagente ou acelerador que conduzirá a qualquer coisa ou a coisa nenhuma.

A liturgia tem uma linguagem própria que tende a ser assimilada pela assembleia e que é a linguagem bíblica. Assim os textos dos cânticos não devem sair deste âmbito: texto bíblico ou de inspiração bíblica. A linguagem bíblica e litúrgica exprime de modo objectivo o mistério que se celebra. Quando os textos dos cânticos plasmam demasiado os aspectos subjectivos (sentimentais) quer dos seus autores, quer dos grupos etários, quer de grupos de espiritualidade, aparecerão na liturgia como corpos estranhos que põem em causa a unidade e a orientação da celebração. Do mesmo modo, a música que não colhe inspiração no fundo patrimonial musical – o canto gregoriano e a polifonia clássica e a subsequente tradição musical – que consagrou uma típica expressão litúrgica do texto, surge como um elemento estranho.

A questão também não é do fácil ou do difícil, do bonito ou do feio, do alegre ou do triste. Sabemos pela experiência que estes conceitos são, em muitas bocas, puramente subjectivos. O bom senso deve levar a deixar-nos conduzir pela Igreja, pelas suas normas, pela sua experiência e pela sua tradição. Queremos música na liturgia, mas música que não estorve ou assole a Palavra divina e os ritos sagrados.

Queremos que todos cantem, mas canto que seja oração, elevação e participação no mistério. Guardemos o sábio conselho de um grande músico da Igreja:

“Se o coro não traz ao Ofício mais vida espiritual, que se cale! Se o canto não se destina a fazer-me rezar, que se calem os cantores! Se o canto não se destina a apagar o meu tumulto interior, que se retirem os cantores! Se o canto não tem o valor do silêncio que quebrou, restituam-me o silêncio! Todo o canto que não tende a promover o silêncio é vão!”

O canto e a música não deixam ninguém indiferente: converge ou diverge, congrega ou dispersa, concentra ou distrai, converte ou diverte, nutre ou exaure. A Igreja sempre procurou para a Liturgia e para a catequese aquela música que Santo Ambrósio considerava como o mais poderoso meio (nihil potentius) para inculcar, sustentar e difundir a Fé.

Daqui e dali....

O Papa vai encontrar-se a 14 de fevereiro, Dia dos Namorados, com cerca de 17 mil noivos para celebrar no Vaticano “A alegria do sim para sempre”.

Numa nota veiculada pelo serviço informativo da Santa Sé, o Conselho Pontifício para a Família esclarece que, dado o “numeroso grupo de noivos” que se inscreveu para estar com Francisco, e “que ainda pode aumentar”, o evento foi marcado para a Praça de São Pedro, “ao invés da Sala Paulo VI”, como estava inicialmente previsto.

A realização deste encontro, inserida na preparação do Sínodo dos Bispos sobre a Família, foi anunciada a 20 de dezembro pelo presidente daquele organismo, D. Vincenzo Paglia.

Na altura, o arcebispo italiano lembrou que o Papa sempre “exortou os noivos e as pessoas casadas a viverem a alegria do amor fiel e fecundo, que cresce na santidade seguindo o modelo da Sagrada Família e acolhendo Cristo na vida familiar”.

A organização recorda particularmente o que Jorge Mario Bergoglio disse aos jovens durante um encontro na cidade italiana de Assis, onde esteve em outubro último.

“Dois cristãos, quando se casam, reconhecem na sua história de amor um chamamento de Deus, para a vocação de formarem os dois, homem e mulher, uma só carne, uma só vida. Com este dom, com a certeza deste chamamento, é possível partir com segurança, sem medo de nada. É possível enfrentar a dois todas as dificuldades”, referiu na altura o Papa.

O Sínodo dos Bispos sobre a Família, que vai ter duas assembleias gerais, uma extraordinária em outubro de 2014 e outra ordinária em outubro de 2015, terá como tema central os “Desafios pastorais da família no contexto da evangelização.”

Sem fé é muito difícil ter um olhar positivo sobre o mundo. É muito difícil ter gosto pela vida e levar por diante uma causa exigente sendo pessimista. As grandes coisas são realizadas por pessoas que têm fé e apostaram em causas nobres, causas que suscitam aos pessimistas e aos derrotistas estes comentários: “não vale a pena”, “isso não paga o esforço”. Quem não tem uma visão positiva do mundo vê tudo ir de mal a pior (quando afinal o mundo vai de bem a melhor) e não é capaz de apostar nem de arriscar.

Há dentro de nós uma espécie de horror ao vazio, que só o amor e Deus afinal pode preencher. Mas, desgraçadamente, tantas vezes fugimos de Deus e tentamos encher esse vazio. Enganamo-nos, enchemo-nos de coisas, de ruído, de vistas, de programas uns atrás dos outros, de compras. Enchemos os sentidos, enchemo-nos de sensações e perdemos o essencial.

A confiança que o Evangelho me oferece é saber-me amado por Deus, confiança não como um subterfúgio mas como um antídoto verdadeiro para o medo e o pessimismo. O Evangelho vem garantir-me que Deus me ama, incondicionalmente.

Quando eu começo a estabelecer uma relação de confiança, me sinto aceite e amado por Deus, então cresço e sou forte, e consigo descobrir o bem que existe à minha volta.

O ponto de partida da alegria é a auto-estima. Quando a pessoa se sente apreciada e profundamente amada, isso dá-lhe auto-estima. Essa é uma fonte de que brota a alegria. E não me sinto amado porque sou perfeitinho, sinto-me amado porque alguém me fez experimentar que diante dele, sem condições, eu valho, mesmo que tenha um olho torto, um mau currículo ou uma doença terrível!

“Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” Assim, de acordo com o Evangelho qualquer cidadão pode ser um bom Católico – isto é, estar do lado de Jesus Cristo e do Papa e fazer o bem aos homens seus companheiros – e ao mesmo tempo do lado de César, nomeadamente, cumprindo as leis da terra, excepto quando os governantes perseguem a religião ou tiranizam as consciências e o pensamento dos cidadãos.”

O santo não é o impecável. É aquele que, com as suas fraquezas, não desiste de recomeçar, que vive as bem-aventuranças em plenitude, que realiza as obras de misericórdia, que está ao serviço dos outros, completamente entregue a Deus e ao próximo. A santidade é precisamente esta síntese de ser todo de Deus para poder ser todo para os outros.

O Papa Francisco criticou a «dicotomia absurda» que leva algumas pessoas a aceitar Jesus e a recusar a Igreja, afirmando que a fé cristã exige uma dimensão comunitária. «O cristão não é um baptizado que recebe o Baptismo e pode seguir pelo seu caminho. O primeiro fruto do Baptismo é fazer-te pertencer à Igreja, ao povo de Deus: não se percebe um cristão sem Igreja», disse, na homilia numa Missa a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta.

Francisco apresentou aos participantes na celebração «três pilares» da pertença de cada católico à Igreja: humildade, fidelidade e oração por essa mesma Igreja.

Em conclusão, o Papa deixou votos de que cada membro das comunidades católicas saiba «aprofundar» a sua pertença eclesial e o seu «sentir com a Igreja».

“O mundo só pode ser
Melhor do que até aqui,
Quando consigas fazer
Mais pelos outros que por ti!”

                                                                     António Aleixo (1899-1949)