26.10.2014 Domingo XXX Tempo Comum - Ano A«Amarás o Senhor teu Deus e o próximo como a ti mesmo»Uma pergunta frontal posta a Jesus, embora com má intenção, foi ocasião para o Senhor afirmar, de maneira solene e inequívoca, a verdadeira hierarquia dos valores à luz de Deus: o mandamento fundamental é o do amor a Deus e ao próximo. Ao ser interrogado sobre qual era o maior mandamento, Jesus acrescenta também qual é o segundo, não fosse julgar-se que, ao pretender amar-se a Deus, se poderia humilhar o próximo, como parece ter sido intenção daquele que O interrogou. Papa Paulo VI beatificado no passado Domingo«Talvez o Senhor me tenha chamado e me mantenha neste serviço não tanto por qualquer aptidão que eu possua ou para que eu governe e salve a Igreja das suas dificuldades actuais, mas para que eu sofra algo pela Igreja e fique claro que Ele, e mais ninguém, a guia e salva». Beato Paulo VI Papa Francisco rejeita ideia de uma Igreja em «litígio»“A Igreja tem as portas escancaradas para receber os necessitados, os arrependidos e não só os justos ou os que pensam que são perfeitos. A Igreja não se envergonha do irmão caído e não finge que não o vê, pelo contrário, sente-se levada e quase obrigada a levantá-lo de novo”, afirmou o Papa Francisco no encerramento das duas semanas de debate sobre o tema ‘Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização’. Francisco, que interveio pela primeira vez desde a sessão inaugural, a 6 de outubro, admitiu que houve “tentações” de “rigidez hostil”, ou seja, de quem se quis “fechar no que está escrito” em vez de se deixar “surpreender por Deus”. “Desde o tempo de Jesus, é a tentação dos zelosos, dos escrupulosos, dos cuidadosos e dos hoje chamados tradicionalistas e também dos intelectualistas”, precisou. O Papa advertiu ainda para a “tentação do facilitismo [buonismo, em italiano] destrutivo, quem em nome de uma misericórdia enganadora enfaixa as feridas sem primeiro as curar e medicar”. “É a tentação dos facilitistas, dos medrosos e também dos chamados progressistas e liberais”, realçou. Francisco lamentou que muitos comentadores tenham pensado “ver uma Igreja em litígio”, durante o Sínodo 2014, “onde uma parte está contra a outra”. No seu discurso, o Papa pediu que a Igreja não transforme “o pão em pedra”, para a atirar contra “os pecadores, fracos e doentes” e alertou para a “tentação de descer da cruz, para contentar as pessoas” em vez de purificar o “espírito mundano”. O debate, disse Francisco, decorreu sem colocar nunca em discussão as verdades fundamentais do sacramento do Matrimónio: indissolubilidade, unidade, fidelidade e abertura à vida. Francisco falou ainda na tentação de “descuidar o depósito da fé”, considerando-se “não guardiães, mas proprietários e patrões”, ou de “descuidar a realidade”, com uma linguagem incompreensível. Segundo o Papa, este Sínodo foi um “caminho” que incluiu momentos de “tensão” e de “consolação”, admitindo que teria ficado mais preocupado se “todos estivessem de acordo ou taciturnos numa falsa e quietista paz”. “Esta é a Igreja, a nossa mãe! E quando a Igreja, na variedade dos seus carismas, se expressa em comunhão, não pode errar: é a beleza e a força do sensus fidei, daquele sentido sobrenatural da fé, que é doado pelo Espírito Santo para que, juntos, possamos todos entrar no coração do Evangelho e aprender a seguir Jesus na nossa vida, e isto não deve ser visto como motivo de confusão e de mal-estar”. A intervenção observou ainda que o dever de cada bispo, como “pastor”, é o “alimentar o rebanho que o Senhor lhe confiou” acolhendo e indo ao encontro das ovelhas perdidas “com paternidade e misericórdia, sem falsos medos”. “Caros irmãos e irmãs, agora temos ainda um ano para amadurecer, com verdadeiro discernimento espiritual, as ideias propostas e encontrar soluções concretas para tantas dificuldades e incontáveis desafios que as famílias têm de enfrentar”, concluiu. A intervenção do Papa Francisco foi aplaudida de pé durante cerca de cinco minutos. O debate sobre a situação da família vai continuar nos próximos meses até à realização de uma assembleia geral ordinário do Sínodo dos Bispos, com três semanas de trabalho, em outubro de 2015. Solenidade de Todos os Santos: celebração em esperançaA esperança é um pouco como o fermento, que faz dilatar a alma; existem momentos difíceis na vida, mas com a esperança a alma vai em frente e contempla aquilo que nos espera. O dia de Todos os Santos é um dia de esperança. Os nossos irmãos e irmãs encontram-se na presença de Deus e também nós estaremos ali, por pura graça do Senhor, se percorrermos o caminho de Jesus. O Apóstolo João afirma: «Todo aquele que n’Ele tem esta esperança torna-se puro, como Ele é puro» (v. 3). Também a esperança nos purifica e alivia; esta purificação na esperança em Jesus Cristo leva-nos a caminhar depressa, com prontidão. Nesta antecipação do crepúsculo hodierno, cada um de nós pode pensar no ocaso da sua própria vida: «Como será o meu ocaso?». Todos nós teremos um declínio, todos! Encaro-o com esperança? Com aquela alegria de ser acolhido pelo Senhor? Trata-se de um pensamento cristão que nos incute paz. O dia de Todos os Santos é um dia de alegria, mas de um júbilo calmo, tranquilo, da alegria da paz. Pensemos no crepúsculo de numerosos irmãos e irmãs que nos precederam, meditemos sobre o nosso ocaso, quando ele chegar. Ponderemos no nosso coração, e interroguemo-nos: «Onde está ancorado o meu coração?». Se não estiver bem ancorado, ancoremo-lo ali, naquela margem, conscientes de que a esperança nunca decepciona, porque o Senhor Jesus nunca desilude. Curiosidades históricas: os «priest holes». A maioria já desapareceu, mas ainda se conservam muitas centenas, que se podem visitar. Estes buracos são cavidades no interior das paredes, ou poços por baixo do soalho, para esconder os padres que iam, de casa em casa, celebrar a Missa. A polícia vigiava (numas épocas mais do que noutras) e o jogo era a sério. Os disfarces e os sistemas para alimentar os padres dentro do buraco eram variados e imaginativos. Um passo em falso significava morte. Porque, desde o tempo de Henrique VIII, houve o cuidado de considerar que o catolicismo não era uma religião mas uma traição à pátria. Assim, evitava-se reconhecer a perseguição religiosa e as penas eram mais pesadas e sem apelo. Li relatos de católicos ingleses que viajavam ao estrangeiro e ficavam escandalizados pela pressa com que se celebrava a Missa, mesmo em Roma. Imagino que estivessem habituados a Missas pouco frequentes, às escondidas, celebradas por um padre saído do «priest hole», alimentado através da gaveta da cómoda. Ser padre, naquela época, era complicado. Os rapazes ingleses tinham de fugir do país para ir estudar para um seminário, em Roma, em França, em Espanha, na Bélgica. Até em Lisboa havia um seminário, na Travessa dos Inglesinhos, que funcionou até 1973. Para as famílias não serem perseguidas, os estudantes mudavam de nome, mal desembarcavam no continente. Em Roma, S. Filipe de Neri ajoelhava na rua, quando passava em frente do colégio dos ingleses e honrava-os como se tivessem sido mártires. Terminada a formação no seminário e ordenados, os padres regressavam clandestinamente à sua ilha e, de casa, em casa, dedicavam-se a atender os católicos. Às vezes, a coisa acabava mal. Mas, enquanto durava, era bom. Os católicos ingleses nunca sabiam quando podiam voltar a confessar-se e assistir à Missa, de modo que queriam saborear esses momentos. No Continente, a Missa era tão rápida! Nem dava tempo para a pessoa se concentrar. Pelo menos, é o que os ingleses achavam. .................................................................................... Em Nürnberg: Há um lugar para sacristão/ã e ‘Hausmeister/in’ (tempo inteiro) na paróquia de St. Stefan. Os interesados/as podem inscrever-se nos escritórios da referida paróquia. Atenção crianças e jovens de Bamberg: Na proxima terça-feira, dia 28, das 13h àsd 15h podem entrar gratuitamente numa exposição feita por jovens para jovens sob a temática: “Kleider machen Leute: 1000 Jahre Klamotten für jeden Anlass und was das mit uns zu tun hat”. Aproveitem a oportunidade. Outras informações:Em 2015, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades será celebrado com particular ênfase em Estugarda. No próximo dia 28 de Novembro realizar-se-á uma reunião informativa no Consulado para a qual estão convidados os dirigentes das associações e das missões, bem como todos os interessados que queiram marcar presença. Mais se informa que até ao dia 15 de Janeiro, todos os estudantes portugueses aqui na Alemanha (que completaram o Ensino Secundário Liceal e ingressam no Ensino Superior – ano lectivo 2014/15) podem concorrer a Bolsas de Estudo. Para consultar o regulamento entrem no site da Embaixada de Portugal em Berlim e procurem o tema em questão.
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