28.06.2015 Domingo XIII do Tempo Comum - Ano BSe, ao menos, lhe puder tocar no manto…Esta fé segura, firme, profunda levou aquela mulher do Evangelho até Jesus. Tocou-O e ficou curada! Este Jesus, O que cruzou o caminho daquela mulher, naquele tempo, O que por nós deu a vida na Cruz…é o mesmo que cruza hoje os nossos caminhos e caminha connosco. Como a mulher do Evangelho, olhemos a Cruz, mistério infinito de amor, toquemos também nós, com a fé, este Jesus presente no meio de nós, presente em cada um de nós. O Papa e a economia Com a pretensão de publicitar a nova Encíclica do Papa Francisco hesitei entre transcrever alguns excertos da Carta Papal, ou escrever eu próprio alguma coisa a propósito. Como, confesso, ainda não li a Encíclica mas escutei ou li tão só comentários que dela já foram feitos, de todos os quadrantes, resolvi, tendo encontrado este do César das Neves, transcrevê-lo. No primeiro parágrafo já diz tudo. Seria, só esse, o melhor comentário jamais feito a propósito dos ditos ou escritos do Papa. não acreditam? Ora leiam! «Imagine um mundo a duas dimensões, onde se vive como linhas numa folha de papel, sem profundidade. Para esses, um cubo seria só um quadrado e não se distinguem esferas, cilindros e cones, todos reduzidos à condição de círculos. Assim parecem muitos comentários às declarações papais. Habituados a fazer análises políticas e económicas, muitos são incapazes de entender os aspectos transcendentes dos textos religiosos, simplesmente por perda da dimensão espiritual. Não é maldade, é limitação. Na semana passada, o Papa Francisco apresentou um texto espantoso, a encíclica “Laudato si” sobre questões ecológicas. Nele, partindo das generalizadas preocupações sobre a condição do planeta, o Pontífice faz uma elaboração única e original acerca de temas tão discutidos. Considerando os aspectos mais profundos e radicais da questão, atinge uma abrangência e uma compreensão que escapam à generalidade dos especialistas. Basta notar o genial conceito de “ecologia integral” (11), alargando à esfera social a formulação biológica. O papa João Paulo II já tinha estendido a noção de equilíbrio natural, com a expressão “ecologia humana” (Centesimus Annus 38). Francisco expande o exercício, introduzindo elementos riquíssimos como poluição mental (47), ecologia económica (141), social (142), cultural (143) ou ecologia do quotidiano (147). Assim aborda questões que vão das redes sociais (47) ao aborto (117, 120). Estes e muitos outros aspectos fazem desta encíclica um dos textos mais brilhantes e influentes dos últimos tempos. Mas muitos limitam-se a sublinhar que, como em intervenções anteriores, o Papa critica duramente economia e mercado. Não usa frases—choque, como a célebre “Esta economia mata!” (Evangelii Gaudium 53), mas diz que “A economia assume todo o desenvolvimento tecnológico em função do lucro, sem prestar atenção a eventuais consequências negativas para o ser humano. A finança sufoca a economia real” (109) e “Mais uma vez repito que convém evitar uma concepção mágica do mercado, que tende a pensar que os problemas se resolvem apenas com o crescimento dos lucros das empresas ou dos indivíduos” (190). Será que o Papa não gosta da economia e dos economistas? Formular a pergunta chega para ver a sua tolice. Não se trata de gostos, nem isso é relevante. Essas frases não formulam uma resposta técnica ou posição ideológica. São o grito de um pai, preocupado com o sofrimento dos mais fracos. Isso foi dito explicitamente na Exortação de 2013: “O Papa ama a todos, ricos e pobres, mas tem a obrigação, em nome de Cristo, de lembrar que os ricos devem ajudar os pobres, respeitá-los e promovê-los” (EG 58). Considerar a encíclica como tomada de posição entre escolas de política e sistemas sociais ou como crítica geral à vida económica é disparate. O próprio faz questão de explicar: “Repito uma vez mais que a Igreja não pretende definir as questões científicas nem substituir-se à política, mas convido a um debate honesto e transparente, para que as necessidades particulares ou as ideologias não lesem o bem comum” (188). Francisco tem uma linguagem muito mais solta, espontânea e contundente do que os seus antecessores. Essa é grande parte do seu encanto e eficácia. Longe vão as elegantes frases diplomáticas de S. João Paulo II ou as rigorosas formulações certeiras de Bento XVI. Mas se admiramos a vivacidade e a naturalidade do Papa argentino, não podemos depois ficar incomodados ou, pior, usar como arma de arremesso ideológico as suas expressões politicamente incorrectas. Um exemplo de economia do ambiente esclarece o ponto. A encíclica refere-se de forma negativa ao mercado de títulos de carbono ou de “créditos de emissão”, porque “pode levar a uma nova forma de especulação” e “não implica de forma alguma uma mudança radical à altura das circunstâncias” (171). Isso não impede que esses mecanismos mostrem propriedades interessantes, embora tenham falhado na Europa. A ciência económica faz bem em estudá-los e recomendá-los, tomando o cepticismo papal como aviso sensato de problemas que esses métodos evidentemente possuem. Temos um Papa extraordinário, santo, profético, brilhante, de quem sempre temos coisas a aprender. Ele nunca é o círculo a que o querem reduzir. Entre a esfera liberal, que rebola por todo o lado, e o unívoco cilindro socialista, Francisco surge como o cone que sempre aponta o Céu. Podemos tomar as suas expressões coloridas como ofensivas ou usá-las contra ódios de estimação, mas isso fica à nossa responsabilidade, e o Papa não gosta». João César das Neves DN 23.06.15 Sagrado Coração de JesusO culto à humanidade de Cristo e ao Seu Coração, que sempre existiu na Igreja, conheceu um grande incremento a partir das revelações privadas a Santa Margarida Maria Alacoque (1673-75), as quais despertaram entre os cristãos uma consciência mais viva do mistério do amor de Cristo. A devoção ao Sagrado Coração de Jesus foi reconhecida pela Igreja cerca de um século mais tarde: em 1765, Clemente XIII aprovou a Solenidade do Sagrado Coração e, em 1856, Pio IX inseriu-a no calendário da Igreja universal. A devoção ao Coração de Jesus foi “um meio providencial” pra a renovação da vida cristã. Com efeito, certas doutrinas tinham desfigurado uma das verdades essenciais ao cristianismo - o amor de Deus para com todos os homens. Pela devoção ao Sagrado Coração, o Povo de Deus reagiu “contra uma concepção demasiado rigorista das relações entre Deus e o homem - concepção que, levada às últimas consequências, seria o renascer da ideia pagã de um Deus vingador e, portanto, a anulação da história da salvação e da incessante misericórdia divina” (Thierry Maertens). Levando-nos a amar a Cristo e a compartilhar do Seu amor pelo Pai e pelos homens, a devoção ao Coração de Jesus leva-nos também a promover aquela solidariedade universal que é uma exigência da fraternidade. O mistério do Coração de Cristo torna-se, assim, o caminho para a plena libertação do homem, libertação tantas vezes procurada através de caminhos que só conduzem à degradação da mesma dignidade humana. Papa Francisco: não criem gatos e cães, façam filhos O papa Francisco voltou a surpreender numa das suas mensagens aos fiéis. Francisco, na missa, falou sobre o casamento, perante quinze casais, e para além da fidelidade e da perseverança, o líder da Igreja Católica abordou o tema da fecundidade. Num claro ataque a alguns hábitos dos «tempos modernos», o papa Francisco faz mesmo referência aos casais que preferem ter animais de estimação em vez de filhos. «Mas é melhor talvez - mais cómodo - ter um cãozinho, dois gatos, e o amor vai para o cão e os dois gatos. É verdade isto, ou não? Já viram isto, não é?», perguntou o papa Francisco que alerta para os fiéis que o futuro destes casais é a solidão. «E no final este matrimónio chega à velhice em solidão, com a amargura da triste solidão. Não é fecundo, não faz aquilo que Jesus faz com a sua Igreja: fá-la fecunda», disse o santo padre. O papa Francisco que falava para os casais que celebravam 25, 50 e 60 anos de casados chamou ainda a atenção aos casais que preferem ir de férias ou comprar casas em vez de terem filhos: «Estes matrimónios que não querem os filhos, que querem permanecer sem fecundidade. Esta cultura do bem-estar de há dez anos atrás convenceu-nos: «É melhor não ter filhos! É melhor! Assim tu podes ir conhecer o mundo, de férias, podes ter uma casa no campo, tu estás tranquilo». O “mister” Jesus, um mau treinador Não, decididamente Jesus não foi um bom treinador. A equipa que ele formou era, a todos os títulos, lamentável. Ninguém contrata jogadores tão fracos como aqueles que o Mister de Nazaré, consciente e voluntariamente, escolheu. Porque o fez?! Talvez para que ninguém se sinta, por aselha que seja, indigno desta equipa, a Igreja, para a qual ele chama todos os homens e mulheres, garantindo a todos os que nela perseverarem por amor, a vitória final. Pe. Portocarrero A educação moderna A tragédia da educação moderna é que nos deixou perigosamente ignorantes de quem somos, onde estamos, de onde viemos e para onde vamos. Estamos perdidos e alegremente ignorantes de que caminhamos para o abismo. Este é o preço que estamos condenados a pagar pela nossa fé cega em nada em particular. G. K. Chesterton “Até Voares”Uma grande reportagem de Ana Leal, com imagem de João Franco e edição de Miguel Freitas, que conta a história de um homem que não acredita em “pessoas más”. Procurem e vejam na net. É da TVI.
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